A Academia My Hero One's Justice

Publicado: 09/11/2018


Por Diego Corumba


A cultura pop sempre esteve cercada de vários ícones da cultura japonesa. Você deve conhecer alguns como Pokémon, Dragon Ball, Cavaleiros do Zodíaco e Naruto que fizeram bastante sucesso e até hoje são muito fortes aqui no Ocidente. O mais recente sucesso tem um novo nome: My Hero Academia (ou Boku no Hero Academia, para quem acompanha direto do japonês). A animação ganhou, através da Bandai Namco, um game de luta que traz tudo o que vemos no desenho e mais um pouco.




O plot é simples e muito bem-explicado. Poderes são normais em todo o mundo e são raras as pessoas que nascem sem habilidades. Este é o caso de Izuku Midoriya, um dos maiores fãs do herói nº1: All Might. Sem dons, ele tem o sonho de se tornar um grande herói, assim como seu ídolo. Uma série de acontecimentos leva ele a ser o sucessor do All Might e ingressar na maior academia de heróis para treinar e se tornar o melhor dos melhores.  



Já no game, apesar de explicarem, você começa o modo história no treinamento profissional de Midoriya com Gran Torino (mestre do herói nº1) até o ///spoiler/// confronto do próprio All Might com seu arquinimigo, All For One. O mais interessante é que a história é dividida em duas partes. Uma delas mostra os alunos e super-heróis passando por toda a saga e a segunda mostra o lado dos vilões e como funciona sua organização e ligações. Assim que termina os dois, você tem acesso ao torneio estudantil, arco anterior ao treinamento do protagonista que mostra mais da relação entre os alunos e seus ideais.




My Hero One’s Justice possui um sistema de combates similar à linha Naruto Ultimate Ninja Storm, numa arena tridimensional com liberdade para correr e pular para qualquer lugar dentro dela. Uma das adições interessantes que colocaram foi a destruição do campo de batalha durante as lutas. Pode parecer “bobo”, mas dá um brilho no olhar toda vez que você solta um especial ou golpeia forte seu oponente jogando-o na parede com os destroços voando.



Além disso, cada personagem tem habilidades únicas que correspondem aos seus superpoderes, tornando a estratégia ainda maior. Golpes aéreos, com distância, golpes duplos, força física, o que você imaginar existe para utilizar. Até mesmo personagem que “copia” as técnicas do oponente você tem disponível. A gama é muito ampla e abrange qualquer que seja a sua preferência.




Infelizmente, não podemos falar o mesmo sobre o hall de personagens. My Hero One’s Justice pega apenas alguns dos alunos mais conhecidos da academia, os heróis que sempre estão à frente do desenho e vilões, não dando muitas opções utilizáveis como os demais jogos baseados em anime. Essa falta compensa na personalização, mas seria muito interessante ver alguns dos personagens subutilizados no desenho ganhando destaque no game.



Falando em personalização, este é um dos pontos mais altos do jogo. Você pode utilizar qualquer lutador como base e mudar seu uniforme, inserir acessórios de outros personagens, alterar cores e o que for preciso para deixar o mais estiloso possível para os combates. Você ganha estes itens no modo História, Arcade e Missão ou pode comprar com as moedas que também recebe nesses confrontos.




Você pode personalizar tanto os lutadores quanto um “cartão” de apresentação do jogador que fica disponível desde o início do game. São várias imagens, frases de efeito, layouts e cosméticos que podem ser utilizados para isso, tornando bastante aberto para deixar o mais próximo possível do seu gosto pessoal.



Falando dos modos, o Arcade e Missão merecem bastante destaque. No arcade você tem algo similar aos clássicos Street Fighter e Mortal Kombat, enfrentando certos inimigos em sequência para chegar no chefão final. Nas missões, porém o desafio é maior. Além de vencer, você tem de cumprir certas exigências e determinadas situações que te obrigam a melhorar ainda mais a forma de jogar. Desde “golpes especiais causam metade do dano” até “sua vida diminui gradativamente”, são várias condições impostas que testam você ao máximo.



Com muitas lutas e ação, o jogo se mostra uma das revelações mais interessantes do ano referente ao gênero. Acompanhando a animação de sucesso, com as vozes oficiais dos personagens e as múltiplas formas de customizá-los, sua liberdade de jogo é muito ampla e torna tudo bastante divertido. Se você se interessa pelo desenho ou pelos quadrinhos, é uma pedida obrigatória. O jogo está legendado em português. É a verdadeira definição de um jogo “Plus Ultra”. 



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