A Odisséia de Assassin's Creed

Publicado: 29/10/2018



A Grécia antiga já foi retratada várias vezes nos videogames. Desde a primeira trilogia de God of War, Smite, Altered Beast e até Kid Icarus retratam parte dos costumes e lendas que fazem parte da mitologia daquele período. Quando anunciado o novo Assassin’s Creed, intitulado de Odyssey, o público já se questionou se ele faria jus a tudo relacionado à época. Se ele realmente seria “grande”, como era prometido e superaria o Origins. E os gamers não poderiam esperar menos da Ubisoft, que trouxe um dos melhores jogos de 2018. 



O jogo já começa mostrando a grandiosidade do que está por vir. Nas mãos de Leônidas, líder espartano, você entra direto na guerra contra os persas para defender seu território com os demais soldados que formam os “300”. A lâmina de sua lança se quebra no momento que é morto, indo parar nas mãos do protagonista do jogo. Ou da protagonista. Nesse game você escolhe se quer jogar com Alexios ou com Kassandra. Descendentes diretos dos espartanos, eles que dão o tom da história com o sangue guerreiro e agindo como mercenários.




É isso mesmo que você leu, não há a ilusão de que será um “assassino” e terá a ordem nem nada do gênero. Você é um mercenário/uma mercenária a serviço apenas de quem lhe pagar melhor e agindo conforme seus interesses. Mas não pense nem por um minuto que isso trai a linhagem do jogo ou que tem menos a ver com o que realizaram até hoje. A história está intimamente conectada à toda franquia e mostra vários pontos quais haviam questões dos jogos anteriores.


Como o bom jogo de ação que ele é, Assassin’s Creed Odyssey brilha como nenhum outro. Você pode fazer tudo que existia nos anteriores como escalar, comandar seu navio, se esconder nas sombras, usar a visão do pássaro para encontrar pontos de interesse, assassinar adversários sem ser visto e muitos outros elementos que são referência na franquia. Porém, o que ele adiciona são formas distintas de fazer tudo isso.




O game te permite três formas de confronto distintas: caçador, guerreiro e assassino. Elas ganham pontos a cada arma que você equipa e se adequam melhor à sua forma de combate. Quanto mais investir nestas formas e definir seu estilo de jogo, mais fácil será confrontar seus inimigos. Além disso, uma árvore de habilidades vai ajuda-lo a equilibrar as demais, podendo unir táticas com tudo que alcançou no decorrer do game.


Os confrontos náuticos também são uma excelente adição, surgidos em Assassin’s Creed IV: Black Flag e retornando na nova geração. No comando do seu navio, você consegue enfrentar piratas, outros mercenários, barcos mercantes e até do exército ateniense ou espartano para conquistar itens. Além disso, em terra firme, você consegue convocar generais para dar diversos bônus na sua frota, assim como personalizar os detalhes do navio para deixa-lo mais bonito. Para quem está ansioso, é uma ótima maneira de ver como a Ubisoft está utilizando a técnica para o vindouro Skull & Bones (2019).


Todos estes elementos deixam o gigantesco território grego muito fluído. Para aprimorar ainda mais, os NPCs desviam de você, se assustam caso você galope com seu cavalo perto deles, defendem sua área e até mesmo atrapalham suas missões. Como disse acima, há outros mercenários no game além de você. Conforme comete seus crimes em prol da história ou de missões paralelas, eles são contratados para aniquilar a ameaça que você representa.


Eles não se importam se você está no ápice de uma missão principal ou paralela. Se está se escondendo entre as construções ou se está em campo aberto. Eles vagueiam pelo mapa, às vezes com auxílio de animais, atrás de você e, se encontra-lo, vão tentar matar você sem pensar duas vezes. Mas isso também rende momentos divertidos. Por experiência própria, tive o prazer de ser surpreendido por um enquanto enfrentava um sub-chefe, o Javali Calidônio (sim, longa história). Ao invés de ser atacado por ambos e botar minha vida em risco, eles começaram a lutar entre si. Só faltou uma pipoca e devo agradecer muito à Ubisoft por me proporcionar este momento. E sim, depois apenas me aproximei deles para desferir os golpes finais e garantir minha experiência. Desleal, mas muito útil.




Assassin’s Creed Odyssey traz um mundo bastante imersivo e inesperado. Enquanto esses elementos e os personagens neles são imprevisíveis, a história principal termina de bater o último prego que vai prendê-lo ao game. Kassandra ou Alexios têm uma trama familiar complexa e que vai se conectar com toda mitologia que conhecemos. Além disso, os protagonistas são muito carismáticos, com um humor muito bem-encaixado na trama e suas motivações são críveis. Assim como os personagens secundários, que acrescentam muito mais à trama do que em qualquer outro game da franquia. Todos são marcantes em seu próprio mérito e criam um cenário com mais interações enquanto o game desenrola.


É um dos games mais impressionantes dessa geração e o que leva o nome Assassin’s Creed a outro patamar. Ele reúne elementos de vários outros games da franquia, os encaixa no seu enredo e no seu mundo e cria uma incrível homenagem a todo legado criado até aqui. Enquanto a história principal te prender, as missões paralelas e o mundo vivo vão te cativar a continuar jogando e explorando todos os territórios da Grécia. Além disso, no Brasil ele foi lançado em duas versões: a comum, que já traz uma missão bônus chamada “O Rei Cego” e a versão Deluxe, que trazem bastante itens para aprimorar sua experiência no início do jogo, fora personalização extra de navio e a DLC citada na comum. 


*Versão para PlayStation 4 testada foi cedida gentilmente pela Ubisoft Brasil para o review

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